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Bengala, Caso de
Polícia
Como será a moda do
jovem desportista do futuro?
Paletó, calça,
camisa e gravata?
Ou simplesmente:
Camisa, calça e
sapatos?
Ou então:
Camisa, calça e
tênis?
A tendência do
jovem é simplificar.
Porém, em 1926,
essa moda era um pouco mais complicada.
Os rapazes não
saíam às ruas da pacata cidade de São Paulo, então com os cerca de 800 mil
habitantes, se não trajassem os tradicionais ternos justos, com gravata e
tudo e o já comentado colarinho alto, engomado.
O chapéu-coco
estava cedendo, lugar para a nova moda, a palheta, que era envolvida por
fitilhos da cor do clube para o qual o jovem torcia.
Agora, neste
ano, como complemento indispensável, do mais alto refinamento, os moços
desfilavam pelos passeios da cidade exibindo bengalas com cabos encastoados
de prata e até de ouro, nos quais se gravava as iniciais de seus nomes.
Com os casos de
violência se registrando com freqüência nos estádios, as autoridades
policiais recomendaram providências dos responsáveis pelo futebol paulistas.
Por isso, no dia 28 de maio, os jornais publicaram aviso da APEA, proibindo
o ingresso nos estádios de torcedores portadores de bengalas.
A medida
preventiva era justa porque, durante os jogos, elas deixavam de ser objeto
da moda e se transformavam em perigosas armas.
Em 13 de Janeiro
de 1998. A galera que na época estavam nascendo ou ainda alguns já meninos,
fundaram a Bengala Azul, que hoje leva aos estádios alegria e força até para
aqueles que fazem a alegria do Futebol. o Gooolll. . . ! ! !
Força Azulão
Torcida Bengala Azul
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